sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Percepções acerca do trabalho multidisciplinar

          O trabalho multidisciplinar proposto pela Disciplina e Ensino e Identidade Docente trouxe-me algumas aprendizagens importantes, dentre as quais posso afirmar que a mais importante é a paciência. Mas quando falo “paciência”, não falo no sentido pejorativo em relação aos colegas e parceiros de trabalho, por que isso, embora fossem grandes as diferenças em relação às concepções epistemológicas, foi muito tranquilo.
          Quando falo de paciência , me refiro à paciência necessária para o amadurecimento  das ideias que brotavam verdes de todas nós. Falo da paciência em tentar comunicar estas ideias e também em costurá-las em uma colcha colorida e uniforme, onde os retalhos ficassem tão misturados que não fosse possível perceber onde começa um e onde termina o outro, mas que ao mesmo tempo fosse possível ver a origem de cada um.
          O maior aprendizado deste trabalho foi ver que de retalhos tão diferentes e díspares, aparentemente, podem emergir ideias positivas e potentes.
 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Letramento Digital

          Em 1996 o primeiro computador chegou à minha casa. Ele ficou instalado na sala, para todos terem acesso... Apesar dessa “pseudo-democratização” do equipamento, apenas meu irmão mais velho o utilizava, ele era o único a ter um curso do DataControl, e isso era muito importante (hahahahaha). Ele e meu pai dividiam o equipamento e eu , que tinha nessa época sete anos, nem ligava muito pra computadores, estava nem aí pra falar bem a verdade.
          Logo depois que o computador chegou na minha casa instalaram a internet. Eu não lembro direito qual era o provedor , mas sei que tínhamos alguns “cd’s de internet” da ZAZ (era assim que eu chamava aquilo).
          Meu irmão basicamente usava a internet à noite e eu ficava ali na volta, pedindo pra usar o Paint.  Depois de um tempo, quando cheguei à pré-adolescência, fiz um cursinho de informática básico (MS-DOS, WORD, EXCEL, INTERNET...) Depois de ser mais íntima da máquina, comecei à usar então o Mirc e o ICQ.  Na escola em que eu estudava não havia quem não usasse pelo menos um desses, logo, se eu não usasse, ia ficar por fora dos papos, e ia ser chamada de ET, ou qualquer coisa que o valha.
          Quando troquei de escola e fui para o Ensino Médio, eu já usava muito o computador e também a internet, nessa minha escola os alunos eram muito estimulados a fazer trabalhos com a utilização de computadores. Em diferentes disciplinas íamos sempre fazer trabalhos no “LabIn”.
          Fui crescendo e junto com isso novos computadores chegaram à minha casa, desde 1996 nunca ficamos sem um computador.  A família como um todo, começou a usar mais por causa do trabalho e dos estudos, e não ter um pc em casa era, e é, algo inimaginável.
          Quando entrei na Universidade, logo fui apresentada ao Moodle e  a alguns programas relacionados à minha área (Ciências Biológicas). Certamente a Universidade me estimulou muito a buscar ferramentas e a estreitar ainda mais o meu contato com tecnologias de informação e comunicação, mas sinto que ainda há lacunas, principalmente em relação à minha prática docente.
          Tenho dificuldade em planejar algo com o uso desse tipo de tecnologia, por que pra mim  parece distante da realidade dos alunos que estou acostumada a lidar. Mas enfim, tenho aprendido muito. E sei que por enxergar essa lacuna em mim, torna-se muito mais fácil tentar preenche-la. E é o que estou tentando...
 
 
Abraços.

 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Saberes Docentes

          O ato de ensinar é tão antigo quanto a humanidade, ele aconteceu ao longo dos tempos de diferentes formas. A escolarização, e o consequente “início”, se é que se pode dizer assim, da profissão docente é recente, surgiu há apenas 300 anos. No Brasil, a profissionalização dos professores se estabeleceu no século XVIII, mas apenas no início do século XX começou a ser ampliada.
          Depois de ser durante muito tempo um espaço para os filhos dos ricos, a escola no Brasil, que se inaugurou com o ensino jesuíta, passou a ser, por causa da Constituição de 1934, gratuita e obrigatória, tornando-se assim espaço de convivência entre filhos de diferentes classes.
          Segundo Penin, a democratização da escola aproximou a instituição da gama de diferenças existentes na sociedade, diversificando assim a “cara” dos alunos que faziam a escola. Essa ampliação do acesso ao conhecimento, segundo a autora, levou a pauperização da profissão docente, pois à medida que a escolarização básica ficou mais acessível a todos, maiores eram as chances destes educandos, nem sempre bem preparados, chegarem ao nível superior.
          No caso dos professores, a quantidade de cursos de nível superior contribuiu para o acesso à profissão docente. A ascensão das “classes trabalhadoras” aos postos de educadores, segundo a autora, pode ter sido uma das explicações para o “aparecimento de representações sociais de desvalorização”. 
          Os sistemas de avaliação externos de aprendizagens importantes para a discussão sobre o trabalho docente. A baixa qualidade da escola pública fica estampada e os professores consequentemente passam a ser mais cobrados pela sociedade.
          A identidade e os saberes docentes, necessários para uma formação plena, estão atreladas a dois conceitos bem importantes salientados no texto: a profissionalidade e a profissionalização.
          A vivência da profissão e de todo o cotidiano que a envolve, se relaciona diretamente com a formação da identidade, e nesse sentido nasce e se desenvolve também a nossa profissionalidade, que, segundo o texto, é a fusão entre a profissão e a nossa personalidade. A profissionalização, todavia, define o processo de formação do indivíduo em uma profissão, ela inicia-se na escolha desta profissão e no curso a ser seguido e segue através da formação continuada. Estimular o desenvolvimento da profissionalidade dos docentes e também o seu processo de profissionalização ocasiona melhorias na qualidade do ensino escolar.
          Os saberes docentes compreendem saberes sistematizados, ligados à sua profissionalização, e também saberes concebidos, derivados de experiências vividas pelo educador em diferentes grupos sociais. São estes os saberes que nortearão o docente nos acontecimentos do dia-a-dia escolar. O verdadeiro alcance dos objetivos do processo de ensino-aprendizagem dependem não só domínio do conteúdo, mas principalmente do sentido que o docente atribui ao que está ensinando. E este sentido só é construído por sujeitos inacabados, docentes em formação contínua.


Biliografia:

PENIN, Sonia. Profissão docente e contemporaneidade. In: PENIN, Sonia; MARTINEZ, Miguel; ARANTES, Valéria Amorin (org.) Profissão Docente: pontos e contrapontos. São Paulo: Summus, 2009. p.15-40.


Inspirada na aula da Professora Cláudia Freitas...

                                                        
O conteúdo.
E o sentido a ele atribuído.



                                                    
           

* Obra de Giuseppe Arcimboldo.


 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Mapa Conceitual : Identidade e Diferença

Depois de muitas tentativas frustradas no Cmaptools, eis o mapa conceitual (que fiz sem sofisticação nenhuma no power point) sobre os conceitos apresentados pelos textos do livro " Identidade e Diferença - A perspectiva de estudos culturais", organizado pelo Tomaz Tadeu da Silva.

Rabisquei as páginas deste livro e fiz diversas anotações até chegar neste apanhado, mas tenho certeza que ainda há muito a ser acrescentado aqui... Talvez as leituras que ainda estão por vir e as contribuições das aulas me ajudem a maturar ainda mais estes conceitos.



Aproveito a postagem para falar de um livro do Rubem Alves que li neste final de semana, chama-se " A alegria de ensinar" e nele o Rubem fala de uma forma leve e cheia de sensibilidade sobre a formação da identidade docente, enfatizando a importância de educadores mais "viscerais".

Abaixo disponibilizo o link da publicação, caso queiram fazer o download:

http://www.virtual.ufc.br/cursouca/modulo_3/6994779-Rubem-Alves-A-Alegria-de-Ensinar.pdf.






domingo, 2 de setembro de 2012

Começar pelo começo.

 

Oi, esta sou eu.
Sou bastante tímida com essas coisas de apresentação, mas juro que estou me esforçando...
Tenho 23 anos e acabo de formar em Ciências Biológicas (Bacharelado) pela PUCRS.
Em 2008 ganhei uma bolsa integral do ProUni para estudar nesta Universidade, lá fui acolhida e vivi belas experiências. Projetos de extensão, estágios, trabalhos comunitários... Muitas foram as oportunidades que reforçaram a minha vontade e me fizeram buscar a licenciatura.
Gostei muito de fazer o bacharelado, muito mesmo! Justamente por que ele me trouxe a certeza de que eu queria a licenciatura. Acredito que a licenciatura preenche algo que eu não encontro nas cadeiras específicas da minha formação: algo mais humano, mais visceral e mais emotivo. Não sei se fui clara, mas é como se o bacharelado tivesse me dado as melhores ferramentas e eu não soubesse direito como usá-las.
Acho que eu sempre quis ser educadora, só que tive medo...Uns disseram que eu ia "morrer de fome" ou que não ia  "ser reconhecida", e aí, por ser muito nova, fui acreditando e me acovardando. O grande problema é que eu sou meio cabeça dura, a vontade ficou dentro de mim ainda... martelando.
Um dia resolvi me inscrever para o Projeto Rondon, lá na PUCRS. Me inscrevi e passei! Os estudantes selecionados iriam viajar para outro canto do país e entrar em contato com uma comunidade extremamente carente e colocar em prática, num curto espaço de tempo, um projeto que tinha por finalidade desenvolver as potencialidades daquela comunidade em diferentes áreas (Saúde, Educação, Meio Ambiente, etc,). Dentro deste projeto eu teria de ministrar algumas oficinas relacionadas à Biologia.
Essa foi a primeira vez que que estive dentro de uma sala de aula como educadora. Confesso que depois dessa primeira experiência, eu chorei pra caramba de medo e tensão. Depois desse dia, eu virei pro coordenador do projeto e disse: " Olha Dênis, eu acho que descobri que quero ser professora!" e ele rindo me disse assim: " Olha, eu sempre soube disso, e é por isso que tu está aqui!".
 
Não comecei a ser educadora aí "nesta terça às quatro da tarde", mas sei que foi aí que as coisas começaram a mudar...


Saudações,
Lilian.